2 de dez. de 2013

Eu


Que ironia. Há tempos eu ensaiava voltar à escrever - coisa que sentia falta - e nunca deu muito certo. E agora, que aqui estou, é pelo pior motivo de todos. Pois é. Minha mãe se foi. E desde o fatídico dia, me faço essa pergunta: E agora?
E agora o que será de mim? E agora como me acostumar a viver sem a pessoa que sempre foi super presente na minha vida desde que comecei a enxergar, lá nos primeiros dias de vida? Como? Ainda não sei a resposta.
Resolvi criar o blog agora mesmo, em mais uma noite insone. Hoje, madrugada de domingo pra segunda, tive o ímpeto de escrever sobre essa dor que há um mês vem me dilacerando. Escrever nem sei pra quem. Pra mim mesma. Espero que botar pra fora tudo que estou sentindo e pensando, sirva como um catalisador dessa dor, que botar tudo pra fora, tenha o efeito de desintoxicar minha alma.
De repente esse blog se transforma numa homenagem â minha mãe, que era uma mulher incrível e única. Claro, todos os filhos acham isso das suas mães, né? Mas ela era mesmo incrível e única. Vira e mexe eu dizia pra ela que se ela não existisse, a gente tinha que mandar fazer uma. E logo ela, que não gostava " dessas coisas de internet" vai ganhar uma homenagem no mundo virtual.
Mas enfim. Minha idéia é jogar pra fora o que tá me maltratando. Agora que fez um mês talvez eu consiga fazer isso sem que pareça estar cutucando essa ferida ainda aberta, que embora todo mundo diga que um dia cicatriza, no momento parece que vai sangrar pra sempre.

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